segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Relatório da 3ª visita à escola - Realização da Oficina


Este tópico visa apresentar o que de fato ocorreu na Oficina realizada no Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, na data de 25 de Novembro de 2010, com os alunos de uma turma do 2° ano do Ensino Médio. Inicialmente a oficina seria realizada no dia 18 de novembro, mas ao chegar no colégio encontramos a escola em clima de festa, estava acontecendo diversas atividades com relação a semana da consciência negra, a maior parte dos estudantes estava vestindo camisetas onde estava escrito o nome de diferentes países africanos, cada turma provavelmente estava representando um país. As salas de aula e os corredores estavam com diversos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. No auditório haviam apresentações de dança. Por conta dessas atividades não foi possível realizar a oficina naquele dia. Conversamos com a professora de Sociologia e combinamos a realização da oficina na outra semana. Como proposto no planejamento inicial, à atividade foi iniciada com os alunos ouvindo e acompanhando com a letra impressa a música “Samba do Approach” de Zeca Baleiro. Porém, diferente do que foi inicialmente proposto no plano de aula, antes que a música iniciasse, foi pedido para que os alunos circulassem na letra da música impressa, que foi dada a eles, os termos em língua estrangeira que eles identificavam como pertencentes no seu cotidiano.
Quando a música terminou, foi pedido que dissessem quais eram estes termos, e aos poucos os alunos foram participando e dizendo quais eram eles, ao mesmo tempo em que um dos mediadores da oficina escrevia no quadro tais palavras ou expressões (em anexo seguem alguns exemplos dessa atividade feita pelos alunos – Anexo B).  Foi então conduzido para que os próprios alunos refletissem o quão influente as línguas estrangeiras e, principalmente, o Inglês, fazem parte das suas vidas sem que eles sequer percebam, e qual a importância disso no mundo atual.
Trabalhamos conceitos da Sociologia e da Filosofia, explicamos sobre o poder da Dominação no uso involuntário dos verbetes estrangeiros no dia-a-dia dos indivíduos. Tratamos dos Estrangeirismos com o reconhecimento do aportuguesamento de alguns termos estrangeiros e a inclusão despercebida destes no cotidiano dos alunos. Por fim, levamos os alunos a refletir sobre o processo de Alienação provocado pelo uso inconsciente de vocábulos de outras línguas que não a língua-pátria.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Relatório da 2ª visita à escola - Entrevista com Professor da Área de nossa formação.

Na segunda visita à escola ficou definido que deveríamos entrevistar um professor da nossa área de formação, no meu caso, as Ciências Sociais. Um questionário nos foi entregue e deveríamos aplicá-lo nesta visita, no entanto, tentamos por duas vezes, eu e a colega de CISO, Natasha Maria, até que conseguimos combinar com a professora de Sociologia da escola e ela nos pediu que levasse as perguntas para sua casa pois não teria disponibilidade para responder ali, no ambiente e expediente de trabalho. A professora cumpriu com o combinado e o resultado dos questionamentos feitos pode ser observado abaixo:

Pergunta: Prática pedagógica do professor:
Resposta: A prática pedagógica norteia-se com base na elaboração anual de Sociologia (elaborado pelos professores). Acrescido dos livros tecnodidáticos, processo de filmografia e musicografia. As aulas são ministradas de forma interativa participativa. Avaliações processuais de realização no decorrer das aulas.

P: Como o professor planeja a sua aula? Há um planejamento formal?
R: As aulas seguem um critério, com base nas discussões de Jornada Pedagógica, discutem-se os conteúdos primordiais, as orientações metodológicas, recursos didáticos. No decorrer das aulas, estas se apresentam a partir do planejamento pedagógico anual, flexibilizando as intervenções criticas, visto que não poderá hermética, respeitando as participações criticas, inovações, inseridas como necessárias.

P: Como é o desenvolvimento da aula? A participação do aluno? Quais as maiores dificuldades dos alunos?
R: As aulas têm como premissa o planejamento, sendo ministradas a partir de uma didática que favorece uma participação critica, respeitando as diferenças e a diversidade. Inserias novas metodologias além das previstas. Seminários, discussões de textos, glossários, mini-testes, debates e discussões em sala de aula. Os alunos diante das dificuldades de leitura e interpretação sentem-se acanhados, mas no decorrer das aulas, pelo fortalecimento da autoconfiança começam a participar.

P: Como o professor avalia o trabalho que desenvolve?
R: O trabalho desenvolvido pelo professor visa primordialmente respeitar a pessoa do aluno. Privilegiando e oportunizando o seu crescimento como cidadão, a participação critica na sociedade, os conteúdos são atualizados, discutem-se temas atuais, estabelecendo links com aspectos da atualidade político-social.

P: O professor leva em conta o PPP na elaboração do seu planejamento?
R: Toda atividade docente se aplica e baseia-se no PPP, este é apresentado desde a Jornada Pedagógica fazendo-se necessário seguir suas devidas orientações.

P: Quais são os problemas da sala de aula com relação a sua disciplina?
R: A disciplina Sociologia antes era estigmatizada, tida como transversal isso acontecia por que era ministrada por profissionais que não tinham nem mesmo formação acadêmica na área. A dificuldade maior é construir um novo perfil digno das ciências sociais, sendo aplicada a conteúdos condizentes, obtendo respeito, sendo tratada como necessária para o aprendizado do aluno como cidadão. Os alunos têm dificuldade de leitura e interpretação, alguns se sentem acanhados e não participam. O processo de abstração dificulta o entendimento, mas no decorrer das aulas estes obstáculos começam a ser minimizados.

P: Como se dá a docência na escola?
R: A docência se aplica de forma atuante, integrada às demais disciplinas. Alicerçado com métodos e teorias, além de princípios e valores que priorizem o aprendizado consciente. A atividade docente e acrescida com a viabilização de projetos pedagógicos tais como o Projeto de Inclusão Social, Educação Ambiental, Café Literário e Filosófico etc. Existe receptividade por parte dos alunos em relação aos conteúdos e discussões sobre temas atuais.

domingo, 3 de outubro de 2010

Aula 7 - 30/09

Troca de experiências sobre visitas às escolas: PPP, estrutura física e condições de ensino.
Em geral, segundo relato da maioria dos colegas, o PPP obtido nas escolas, quando existente, está desatualizado e não tem serventia prática.

Discutiu-se sobre Planejamento. Trabalhou-se com o aporte teórico de Celso Vasconcellos, segundo este, o professor, no momento em que planeja, deve estar atento às mudanças necessárias para a passagem do ensino ensino tradicional para a educação dialética-libertadora. 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relatório da 1ª Visita à escola - Observação da Estrutura da escola

       
A primeira visita foi realizada no dia 16 de outubro. O grupo se encontrou na entrada da escola às nove horas da manhã. Logo procuramos a coordenadora pedagógica para entregar a carta de apresentação. Foram autorizadas as nossas visitas e então realizamos o ‘tour’ pelo colégio. Segue abaixo a descrição dos aspectos observados em relação a cada um dos espaços do colégio e a partir desta a explicitação das condições de ensino. Ao final apresentamos o Projeto Político Pedagógico que foi nos concedido.


ESTRUTURA FÍSICA

            A escola apresenta uma estrutura razoável, com alguns problemas notáveis em relação à manutenção dos espaços físicos. Todas as fotos tiradas na ocasião encontram-se em anexo (Anexo-A). Abaixo, análise da estrutura:
 Biblioteca: tem um espaço amplo e arejado, com um acervo adequado às necessidades dos alunos, inclusive com as leituras obrigatórias dos vestibulares, disponibilizado pelos governos federal e estadual.
Pátio: o teto da quadra fechada apresenta riscos aos alunos por ter uma área de provável desabamento. Há uma quadra de vôlei e uma de futebol, que no dia estava sendo utilizada para aula de dança. As quadras poliesportivas estão precisando de uma manutenção imediata para cobrir as necessidades de atividades físicas dos alunos.
Salas de aula: O tamanho das salas de aula é variado, algumas delas são bastante apertadas e sem ventilação, outras são bastante amplas. Notamos cadeiras quebradas e vidros das janelas quebradas e acústica deficiente, uma vez que o barulho dos corredores e do pátio se faz ouvir dentro das salas de aula, até mesmo nas do último andar. Grande parte das salas possui sistema de TV, porém não são usadas comumente.
Salas de atividades extracurriculares: Há diversas salas de música, uma sala de dança e um auditório, que estão localizados no terceiro andar. Nesse sentido, há uma estrutura específica para a realização do ensino prático e teórico de música e dança. Está disponível para os alunos que participam dessas aulas um número expressivo e variado de instrumentos musicais, e a sala de dança possui tablado e espelhos por todas as paredes. E o auditório, que é um espaço para pequenas apresentações, que possui uma acústica adequada para isso, mas pouco espaço até mesmo para as atividades da escola como gincanas, presenciadas no dia 18 de novembro.


CONDIÇÕES DE ENSINO

            As aulas são de 50 minutos. Os professores contam com um suporte pedagógico e logístico da coordenação e diretoria. Há a disponibilidade de espaços para fazer atividades diferenciadas, como exibição de vídeos e eventos temáticos. A biblioteca é apoio recorrente para o planejamento e execução das aulas. Dentre os problemas identificados, estão a dispersão dos alunos devido à recorrência de aulas vagas, e os problemas estruturais que afetam o planejamento de aula.


PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

            O colégio possui um plano político pedagógico que está em pleno processo de atualização. Há a intenção de reuniões anuais entre professores, coordenação pedagógica e direção, para a construção de revisão do plano. O plano apresenta os fundamentos da instituição, bem como as metas e ações da escola, além da descrição da estrutura escolar e suas normas de funcionamento.
Assim, vale salientar que o PPP estava sob os cuidados da Diretora, que relatou enfrentar grande resistência quanto ao debate deste com os professores, funcionários e demais integrantes do corpo pedagógico do Colégio, por julgarem ser algo irrelevante para o funcionamento da Instituição, o que denota que os próprios profissionais da educação desconhecem e desobedecem, deliberadamente, às normas vigentes.
Veja agora o resumo de sua estrutura:

1- Identificação da Escola

1.1    Identificação
1.2    Atos legais
1.3    Código da unidade Escolar
1.4    Jurisdição
1.5    Modalidade de Ensino
1.6    Direção
1.7    Coordenação Pedagógica
1.8    Número de alunos matriculados (ultimo levantamento foi feito em 2008).


2 - Histórico da Escola

O nome do Colégio faz homenagem ao Médico Manoel Cavalcante Novaes que foi Deputado Constituinte em 1933 até 1986. Este médico se destacou por pela emenda 179 que tomava obrigatório o aproveitamento do Rio São Francisco pelo Governo Federal, fato que influenciou muito o desenvolvimento da Bahia.
O Colégio foi criado no ano de 1992, com a finalidade de ser a primeira escola pública de formação musical do Brasil. A implantação do curso de instrumento mobiliza até hoje profissionais da Escola de Música da UFBA.
O prédio onde se localiza a escola era um Hospital de Emergências, pronto socorro, que foi adaptado. Sendo o Dr. Manoel Novaes um médico que muito fez, o governo da Bahia prestou-lhe a justa homenagem, pois, o ano da inauguração da Escola foi o ano da sua morte.

3- Apresentação

Este tópico do P.P.P. propõe reflexões acerca de como o Colégio entende a educação como agente transformador da sociedade.

4 – Diagnóstico

Neste tópico está exposta a vida letiva dos alunos dos anos de 2006 e 2007 e estão traçadas algumas metas, bem como delineados alguns direitos e deveres, lembrando se tratar de atribuições tanto dos alunos quanto da escola.
Há também a descrição, neste tópico, dos elementos determinantes para o alcance de objetivos em vários aspectos. São eles:
4.1.1. Relações Interpessoais.
4.1.2. Avaliação da Aprendizagem
4.1.3. Participação da Comunidade
4.1.4. Fundamentos da Biblioteca
4.2 Necessidades

5 – Fundamentação Teórica

5.1. Fundamentos éticos – políticos
5.2. Fundamentos epistemológicos
5.3. Fundamentos Didático-pedagógico

6 – Programação

Após o Diagnóstico,a comunidade escolar definiu que conjunto de ações deveria ser assumido pela instituição, a fim de superar as necessidades identificadas e priorizadas.
6.1. Metas e Ações da Escola
 - Metas Imediatas
 - Metas Mediatas
- Ações:
Fundamentos da Biblioteca
Participação da Comunidade
Relações Interpessoais
Programação – Avaliação de Aprendizagem

7 – Normas de funcionamento Escolar

A escola não é uma instituição isolada, logo, apesar de se constituir como unidade única, com características específicas, ela deve orientar-se pelas diretrizes e normas do Sistema de Ensino ao qual pertence.
7.1. Das normas de convivência escolar.

8 – Atividades permanentes

Proposta de uma ação que se repete, que ocorre com uma freqüência planejada, tendo objetivos determinados, em função da melhoria da instituição.
8.1. Reunião Pedagógica Semanal (AC)
8.2. Considerar no processo de Construção Coletiva

9 – Plano do Estágio

10 – Acompanhamento e Avaliação

Foi recriado o curso profissional Integrado ao Médio, com a oferta de Técnica em Música com habilidades em instrumentos, como também o redimensionamento da matriz curricular. Igualmente, buscar neste projeto institucionalizara pesquisa numa perspectiva da integração com o ensino e as relações comunitárias, possibilitando a efetivação de Parcerias. Este trabalho deve assumir primordialmente um caráter processual e que, portanto, considere a avaliação como um processo de diálogo, compreensão e melhora. 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Aula 6 – 16/09

No dia 16/09 fomos orientados a realizar a primeira visita presencial à escola escolhida. Na escola Manoel Devoto, o que se vê é uma estrutura típica das escolas públicas da cidade. Condições estruturais sucateadas, pelos próprios alunos e sem cuidados com a preservação por parte dos próprios professores. Não há equipamentos e ferramentas didáticas para auxiliar o processo de ensino-aprendizado, o que se vê são pouquíssimas ferramentas como apenas um projetor que fica trancado e quase nunca é utilizado. Os alunos vagam pela escola o tempo todo como se não houvesse um momento sequer em que todos estivessem dentro da sala de aula envolvidos com uma atividade pedagógica de fato. 

sábado, 11 de setembro de 2010

Aula 5 – 09/09

Nesta aula houve relatos pessoais a respeito da realidade de cada profissional com a sua área de formação e atuação. Foi interessante compartilhar e até mesmo teorizar sobre as experiências de cada um. Ouviu-se de tudo e discutiu-se muito, construtivamente, a respeito das condições reais de cada profissional.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Aula 4 – 02/09

Nesta aula foi trabalhado o texto do Tardiff que trata dos saberes da docência. A participação da “galera” foi intensa, cada qual dando sua opinião sobre a situação real e atual da pratica docente. Debatemos os reais valores do processo de ensino-aprendizagem e tratamos das possibilidades de modificação do cenário atual.